sábado, 24 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Visite a Barragem Boqueirão e as pinturas rupestres no sítio mirador. video

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

LUTANDO POR UM SALÁRIO JUSTO


Republico matéria do site da Rede Brasil Atual, 19/12/2011

Paralisação está programada para março do ano que vem, quando Congresso deve votar Plano Nacional da Educação

Por: Letícia Cruz, Rede Brasil Atual

São Paulo – Professores de todo o país devem entrar em greve na primeira quinzena de março de 2012 pelo cumprimento da lei do piso nacional do magistério. A decisão foi tomada em reunião do Conselho Nacional de Entidades da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), ocorrida na última sexta-feira (16). O protesto também vai reivindicar a inclusão no Plano Nacional de Educação (PNE) de uma norma que fixe a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao setor. O PNE deverá ser votado pelo Congresso até 15 de março.

A Lei 11.738, sancionada em 2008 pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, prevê que professores de nível médio que cumprem jornada semanal de 40 horas recebam, no mínimo, R$ 1.187,97 – em todo o território nacional. Porém, alguns estados ainda seguem sem cumprir a remuneração e enfrentaram greves este ano. Em Minas Gerais, onde professores da rede estadual paralisaram as aulas por mais de dois meses, o pagamento é feito por subsídio (quando o salário soma o vencimento básico e gratificações).

“Temos muita resistência dos governadores e prefeitos em aplicar esta lei. Eles agem da maneira que acham conveniente. Nossa luta é para padronizar esse cumprimento em todo o país, porque a lei é clara”, afirmou ao presidente da CNTE, Roberto Leão.
Reajuste

Os educadores estão se articulando também contra a mudança no mecanismo de cálculo do reajuste anual do piso. Antes corrigido de acordo com a variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de dois anos anteriores ou pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a Comissão de Finanças da Câmara decidiu na última semana manter somente o reajuste pela inflação como parâmetro. Por essa regra, o índice seria de 6,18%, equivalentes ao INPC acumulado nos últimos 12 meses, até novembro.

Segundo a CNTE, o motivo da mudança é a resistência dos estados e municípios quanto ao pagamento do piso nacional. Pelo modelo anterior de reajuste, o percentual previsto para 2012 seria de 22,23%.
Fonte: http://janeayresouto.com.br

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MEC PROPÕE AUMENTO DE DIAS LETIVOS PARA 220 DIAS

Durante apresentação de uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação, o ministro Fernando Haddad disse que o MEC avalia a possibilidade aumentar em até quatro semanas no calendário letivo da educação básica do país no sistema público e privado.

Conforme está previsto na Lei de Diretrizes e Bases (nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) no ano letivo e carga horária de 800 horas, equivalente à 200 dias letivos. Agora o ministro propõe uma discussão para ampliar a carga horária escolar para 220 dias ao ano.

Mas esta proposta não é bem vista pelos educadores. Prestes a completar 30 anos de serviços prestados ao sistema educacional, Marcos Aurélio dos Santos, vereador e diretor da Escola Estadual Fernando Otávio, a maior de Pará de Minas/MG não concorda com esta proposta do ministro da Educação, que considera equivocada:

Marcos Aurélio dos Santos


Segundo ele, no primeiro momento todos acreditam que o aumento da carga horária nas escolas será benéfico. Porém, na prática não funciona assim e comprometerá a qualidade de vida de alunos e professores:

Marcos Aurélio dos Santos


Marcos Aurélio acredita que esta proposta do ministro da Educação vai estimular ainda mais os movimentos grevistas, já que fala-se apenas em aumentar o número de dias letivos para 220, mas não citado que haverá melhoria na remuneração dos professores:

Marcos Aurélio dos Santos


Outro ponto que chama atenção é que o salário fixado é para 40 horas de trabalho dentro da sala de aula e em momento algum é levado em conta as horas que o professor passa em casa preparando aulas, trabalhos, corrigindo provas, dentre outras atividades extraclasse:

Marcos Aurélio dos Santos


Mesmo com a provável polêmica que o assunto vai gerar, ministro da Educação Fernando Haddad pretende discutir a questão com secretários de educação estaduais e municipais e enviar a proposta ao Congresso Nacional em 2012 para votação.

Para exemplificar que a necessidade de aumentar os dias letivos de 200 para 220 dias, o ministro cita que "Nenhum país com bom desempenho tem uma carga horária de 800 horas", disse o ministro. "O Chile tem carga de 1.200 horas por ano e o nosso desempenho hoje é equivalente ao que o Chile tinha no ano 2000."

FONTE: www.grnews.com.br - acesso 18/12/2011